Chamam-lhe Tigre, mas na verdade é um Jaguareté. Por isso, nas utópicas ilhas do Delta do Paraná, nada é o que parece. Os luxuosos condomínios, que nas suas campanhas prometem harmonia com a natureza, acabam por destruí-la na realidade. O centro de Tigre é limpo e turístico, enquanto, a poucos quilómetros, um grupo de mulheres recicla plástico num bairro sem recolha de lixo nem água potável. Nos interstícios de uma expansão imobiliária voraz, a comunidade indígena de Punta Querandí cultiva uma semente de resistência.