Irma, uma jovem de La Chinantla, região indígena do estado de Oaxaca, no México, muda-se para a Cidade do México para prosseguir os seus estudos. À chegada à capital, sente-se deslocada naquele novo ambiente. A mudança de língua, a poluição e o trânsito incessante contrastam profundamente com o lugar a que estava habituada. Enquanto percorre as ruas da cidade, Irma começa a dialogar consigo própria na sua língua materna, o chinanteco. A cada palavra, despertam memórias da noite, do vento e dos rios de La Chinantla, como se pertencessem a uma vida anterior, em que Irma não era uma mulher, mas um jaguar que percorria os campos da região chinanteca.