Depois de terem as suas terras inundadas pela Barragem de Itaparica, o povo Pankará viu parte da sua história desaparecer sob as águas. Anos mais tarde, movidos pela memória e pela força dos seus antepassados, os Pankará regressam à caatinga do sertão pernambucano para retomar a terra que sempre lhes pertenceu.
Entre relatos, rituais e a vida no território reconquistado, o filme acompanha esta retoma como um gesto de resistência e reconstrução. Nas suas próprias vozes e cânticos, o povo Pankará de Serrote dos Campos fala sobre identidade, pertença e a urgência da luta indígena pela defesa de um Rio Opará vivo e pelo direito à terra — mostrando que proteger o território é também preservar a memória, a cultura e o futuro de um povo.
Detalhes dos realizadores José Carbonel e Rui Mendonça


Ambos os realizadores atuam no Coletivo Ficcionalizar, que preconiza a procura por estratégias de ficcionalização de documentários. José Carbonel com maior foco em filmes de arte e identidade periférica e Rui em filmes sobre oralidade e sabedoria popular.
Rui Mendonça realizou a sua longa metragem Estação Janga-Lua premiado no Festival Tela Cariri 2025 com Melhor Som e Menção Honrosa, além de outras premiações em festivais e exibição em canais de TV.