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Competição Internacional de Curtas e Médias-Metragens

DAWN CHORUS

Lewis Rapkin
2025

Dawn Chorus é um documentário de curta-metragem meditativo e instigante que acompanha o músico interespecífico e filósofo David Rothenberg na sua incursão pelo mundo natural com uma missão invulgar: fazer música com aves. Aliando arte e ciência, o filme explora as relações entre observador e participante, músico e animal, ser humano e natureza. Decorrido nas horas liminares do início da manhã, o filme regista a prática imersiva de Rothenberg, que se junta ao canto diário das aves que irrompe ao nascer do sol. Com o clarinete na mão, não procura imitar ou analisar as aves, mas comunicar e tornar-se parte da sinfonia da natureza. Recorrendo a planos fixos, com a câmara imóvel, o filme revela ecossistemas frequentemente ignorados. Banhados pela primeira luz do dia, plantas, árvores e aves são enquadradas como personagens por direito próprio. Este estilo visual intencional reforça a mensagem central do filme: prestar atenção é um ato de cuidado. Para apreciarmos verdadeiramente a natureza, temos de aprender a ficar imóveis e a escutar. Mais do que um estudo sobre aves ou um retrato de um músico excêntrico, Dawn Chorus é uma meditação sobre a interligação da vida. Rothenberg recorre à ornitologia, à bioacústica e à etnomusicologia, encarando o canto matinal das aves não como ruído aleatório, mas como uma expressão artística do mundo natural. As suas colaborações com as aves tornam-se metáforas de uma verdade ecológica mais profunda: a humanidade não está separada da natureza, mas faz parte dela. O filme apresenta o trabalho de Rothenberg como um apelo à ação. Ao mostrar o que é possível quando escutamos o mundo, desafia os espectadores a repensarem a sua própria relação com a natureza. Coloca as seguintes questões: e se não nos víssemos como os senhores da Terra, mas como uma voz entre muitas num coro planetário? E se, em vez de vermos o mundo natural como um recurso, o encarássemos como uma conversa à qual podemos juntar-nos? Numa época marcada por uma crescente alienação ecológica e pela urgência ambiental, Dawn Chorus não propõe soluções tecnológicas nem políticas, mas algo mais fundamental: uma mudança de mentalidade. Convida-nos a abrandar, a escutar e a reconhecer que também nós fazemos parte do canto da natureza.

Detalhes do realizador Lewis Rapkin

Lewis Rapkin é um realizador, editor e compositor distinguido por vários prémios. Recentemente, produziu e editou o documentário de longa-metragem híbrido Four Down, com produção de Mark Wahlberg e Snoop Dogg, atualmente em fase de preparação para estreia. Na qualidade de realizador, estreou o seu filme VIVIR no Festival de Cinema de Cannes e venceu o Grande Prémio US Nespresso Talents no Festival de Cinema de Tribeca, em 2019. O seu primeiro documentário de longa-metragem, Live From Tokyo, foi distribuído a nível internacional, exibido em seis continentes e descrito por um jornalista como um “Koyaanisqatsi para a geração da Internet”. Foi supervisor de edição da longa-metragem Omoiyari: A Song Film by Kishi Bashi, nomeada para um Emmy e produzida por Sheila Nevins para a Paramount+. Editou filmes e séries para HBO Max, Hulu, Vox, Vice, Showtime, Paramount+, PBS, CNN, MSNBC, BBC, MTV, Planet Green, The New York Times, Fusion e A&E. Lewis fez parte da equipa inicial responsável pelo lançamento da VICE News, em 2013, onde editou documentários inovadores sobre atualidade internacional distinguidos com diversos prémios. Foi também responsável pela edição da série States of Undress, da VICELAND, e da série Level Playing Field, da HBO, nomeada para um Emmy. Editou o documentário de longa-metragem de Steven Cantor, What Will Become Of Us, que estreou no Festival de Cinema de Tribeca e cuja banda sonora foi composta por Aaron e Bryce Dessner, dos The National. Editou também o documentário de longa-metragem Twyla Moves, sobre a coreógrafa Twyla Tharp, que estreou no SXSW. Foi editor associado do documentário vencedor dos prémios Peabody e Emmy, Marina Abramovic: The Artist is Present, que estreou no Festival de Cinema Sundance em 2012, bem como do documentário nomeado para um Emmy, Kehinde Wiley: An Economy of Grace, vencedor do Prémio Especial do Júri no SXSW, em 2014. Para além de realizar e editar documentários de grande produção, é também um compositor de reconhecido mérito, compondo frequentemente música para os projetos em que participa. Entre os exemplos mais recentes destacam-se a longa-metragem Twyla Moves e a série da HBO Level Playing Field. Enquanto compositor, Lewis colaborou com a Google e a Dolby Laboratories no seu documentário Automatic On The Road, ao criar uma das primeiras bandas sonoras para documentários concebidas e misturadas em som surround Dolby Atmos. As suas composições integraram programas da HBO, Showtime, MSNBC, VICELAND, MTV e PBS, bem como projetos apresentados no The Shed e no Guggenheim Museum.

INFO

Realização: Lewis Rapkin
Género: Documentário
País: Estados Unidos da América
Ano de estreia: 2025
Duração: 11’33”

EXIBIÇÃO

DATA: 13 outubro
HORA: 14h30
LOCAL: Cineteatro da Casa Municipal da Cultura de Seia

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